Você pode conferir as fotos produzidos pelos participantes durante a oficina na Fazenda Santarém no Flickr
You can see the photos that were taken during the workshop by the participants on Flickr

Quilombola Barra da Parateca

O Município de Carinhanha, no Estado da Bahia, pertence à Região Econômica do Médio São Francisco, e encontra-se localizada à margem esquerda do rio São Francisco na divisa com o Estado de Minas Gerais. Moram 214 famílias na Barra da Parateca, a maioria remanescente de quilombo. A Barra, seu apelido para os íntimos e moradores, também sediou o projeto de re-assentamento das famílias deslocadas pelo projeto de inundação e barragem de Sobradinho nos anos 70.

A história de luta pela terra nessa região teve sua primeira vitória em 2005, quando a Fundação Palmares a reconheceu como uma área remanescente de quilombo. A luta se intensificou no dia 3 de maio de 2008, quando os quilombolas ocuparam e utilizaram para o plantio as terras próximas do rio São Francisco, em área que pertence à União. O retorno para essa localidade aconteceu após anos de grilagem que expulsaram da área boa parte dos habitantes dessa comunidade secular.
 
Em 18 de julho de 2008 houve uma Audiência Pública na região, e o pedido de reforço policial para a área, feito pelo desembargador, diminuiu temporariamente as tensões na região, mas a volta à época de plantio, no mês de março desse ano, trouxe os conflitos à tona novamente.

Mobilizadores Locais: Élson Ribeiro Borges

Quilombola Barra da Parateca

The Quilombola Barra da Parateca belongs to the municipality of Carinhanha, Bahia,  part of the economic region of the 'Mid-São Francisco'. It is located on the left bank of the river, close to the border between Bahia and Minas Gerais.  214 families live in Barra da Parateca, the vast majority of whom are of Quilombolo (escaped slave) descent. The 'Barra', as it is nicknamed by its inhabitants, is also home to many of the families that were displaced by the Sobradinho Dam project following the submersion of four cities in the 1970s (see Fazenda Santarém).

The fight for land in this region had it's first victory in 2005, when the Palmares Foundation officially recognized the area as being of Quilombo descent (giving them by law the right to the title of the lands). The fight however did not end there, intensifying on the 3rd of May 2008 when the Quilombos occupied and started to use lands that surround the village for planting crops (which according to the Palmares declaration now belonged to them).

On the 18th of July 2008 the tensions in the region led to a public judicial meeting resulting in a request for police reinforcement. This temporarily reduced the tensions, but they re-emerged again in March 2010, when planting began again. 

The workshop was conducted following a period of significant conflict in the area. As such, the activities played an important role in providing respite from the tensions and giving the inhabitants a chance to participate in activities unrelated to the conflict but that also encouraged them to value their history and the natural resources that the community depends upon for their livelihoods. 

Local coordinator and outreach: Élson Ribeiro Borges

Participantes / Participants

Rita Ferrera de Macedo
Arlete Rita Vieira 
Cleunice Neves de Souza
Jeberson Evangelista da Silva
Wellington do Nascimento
Michele Ferreira Macedo
Wilma Valeria de Souza Barbosa
Ana Lucia Fernandes de Oliveira
Erika Sales de Santos
Milene Pereira da Costa
Marly Cardoso da Silva
Robeane do Carmo
Mariana Araújo
Raimunda Maria da Conceição
Tamires Cristine Mendes do Nascimento 
Rodrigo Jesus Santos
Jaqueline
Tamires
Marcus Mauri
Samuel de Lopes Santana
Gilvan Pereira